NA ESTANTE NESSE INSTANTE
Eu me emocionava por causa da luz, pelo texto, pela bela interpretação e acima de tudo, por orgulho. Orgulho bobo de pai. Orgulho bobo de ver na tela todo o processo pronto, construído. Tolo iluminismo barato! É uma sensação paterna. É como acompanhar a gestação e depois ouvir os sussurros: ‘olha que coisa linda!’ É uma comparação infantil, eu sei. Mas qual grande livro não foi antes um calhamaço de papel em branco um dia? Qual grande filme não foi um rolo de película virgem? Na Estante foi assim. Surgiu de uma idéia tola, de algumas conversas rápidas e ganhou o mundo. É fruto (e filho) de uma poligamia de idéias, de grandes e pequenas contribuições.
É puro iluminismo, já disse? Na Estante é Ana Paula Valois, é Dênio Santos, Na Estante é Cristiano Miguel, Na Estante sou eu. Na Estante somos nós! Na Estante é a idéia ‘more than’ de qualquer comparative, de qualquer coisa! E cada dia assume muito mais um papel de ser belo... de ser uma definição no tempo. É o fazer de conta de que o corre-corre em nossa vida não existe. É o instante da calmaria. É sentir como pode ser largo o que nós chamamos de agora. É literatura...
Duas amostras, dois filhos:
Edição: Cristiano Miguel
Produção: Leandro Lopes
Imagens: Guilherme Dutra e Zé Geraldo
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