ANALFATÓTELES: NADA MAIS, NADA MENOS!
Quem mais poderia garimpar da inocente ignorância o conceito de um dos maiores aprendizados da cultura brasileira? Descobrir que foi justamente a falta de um conhecimento filosófico que remodelou a filosofia (ao mesmo musical) de todo um país? Certamente Antônio José Santana Martins, o Tom Zé, é feito dessas substâncias que são feitos os gênios e dessas matérias que se consolidam revoluções.
Um homem que reconhece a ignorância (desconhecimento de Oswald de Andrade e Aristóteles) na sua época de maior efervescência criativa (nascimento da Tropicália) e que em meia hora de conversa consegue contextualizar desde Dante Alighieri até Augusto Boal, para falar de tropicalismo, não pode ter nascido sujo de sangue e em silêncio, até o tapa despertador de um médico. Tom Zé é especial e talvez por isso (mas não só) seja o mais revolucionário músico da MPB há mais de trinta anos.
Entrevistá-lo é uma experiência de reconhecer em cada fala a principal tarefa do artista, como disse certa vez Trumam Capote: domar, e dar forma a uma visão criativa em estado bruto. Ele faz isso o tempo todo! Queria compartilhar com vocês!
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